O projeto Cresce Brasil

Lançado pela Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) e seus sindicatos filiados em 2006, o projeto Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento nasceu como uma contribuição da categoria a um plano nacional de desenvolvimento sustentável com inclusão social, fruto de debates realizados com milhares de profissionais em todo o País. 

ferroviaCom um crescimento econômico pífio desde os anos 80, o País enfrentava uma realidade nada animadora. A infraestrutura nacional era precária e não havia planejamento para o futuro, o que comprometia a existência de projetos e o investimento produtivo. Com isso, faltavam postos de trabalho e oportunidades, sobretudo para os jovens que saíam das escolas, inclusive e principalmente as de engenharia.

Convicta de que era não só necessário como possível mudar esse cenário, a FNE reuniu especialistas nas áreas consideradas cruciais ao desenvolvimento – energia, ciência e tecnologia, meio ambiente, recursos hídricos e saneamento, comunicações, transportes de cargas e coletivo e agricultura – e levou o debate às cinco regiões do Brasil, contando com a participação de milhares de profissionais. Depois, lançou, durante o VI Congresso Nacional dos Engenheiros (Conse)o manifesto Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento, cuja proposta básica era a expansão econômica anual de 6%, elevando-se os investimentos para 25% do PIB (Produto Interno Bruto), com participação pública e privada, e alterando a política macroeconômica, reduzindo juros e facilitando o crédito.
 
 
O Cresce Brasil e o PAC

embraerO projeto dos engenheiros foi apresentado a diversas autoridades e com elas debatido. Ainda em 2006, foi entregue a todos os candidatos a presidente e, após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, a vários de seus ministros. Um reflexo positivo desse esforço foi a presença de inúmeras propostas do Cresce Brasil no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), anunciado posteriormente pelo Governo Federal. Após uma análise comparativa entre os dois documentos, publicada no documento O Cresce Brasil e o PAC, a FNE apontou os aprimoramentos que julgava necessários no plano oficial, como ações na área de ciência e tecnologia e a construção de Angra III, ambas sugestões aceitas.

 
Regiões Metropolitanas
 
Cresce Brasil não se esgotou com o lançamento do manifesto e tornou-se importante instrumento de mobilização em prol do desenvolvimento, ampliando sua abrangência. Assim, em 2008, voltou-se ao debate sobre as regiões metropolitanas, que concentram grande parte da população brasileira e de seus problemas. Para buscar as soluções necessárias foram realizados seminários em capitais como Florianópolis (SC), Teresina (PI), São Luís (MA), Fortaleza (CE), São Paulo (SP), Manaus (AM), Macapá (AP), Palmas (TO) e Belém (PA).
 
O Cresce Brasil e a Superação da Crise
 
santosLevando em conta a retomada efetiva da expansão econômica brasileira verificada a partir de 2007, depois abalada pela crise financeira internacional, e novos elementos do cenário econômico nacional, como as reservas de petróleo da camada do pré-sal, em 2009 o projeto foi atualizado e ampliado, lançado sob o título O Cresce Brasil e a Superação da Crise. O novo documento foi debatido e aprovado no VII Congresso Nacional dos Engenheiros (Conse), realizado em São Paulo, de 23 a 26 de setembro. Assim, o movimento Cresce Brasil manteve o propósito de buscar crescimento com democracia, distribuição de renda, respeito à natureza e reorganização urbana.
 
 
Copa 2014
 
itaqueraoA partir de 2011, o Cresce Brasil colocou o seu foco na Copa 2014, seus desafios e a oportunidade que representava em termos de avanço na infraestrutura das cidades-sedes dos jogos no País. Assim, foram debatidos os preparativos para esse grande evento esportivo e o que eles poderiam trazer de benefícios à população brasileira.
 
 
 
 
 
Novos Desafios
Após debater a necessidade de investimentos em infraestrutura, o Cresce Brasil apontou a urgência em se avançar na industrialização do País, com inovação e ganhos de produtividade. Mais que isso, evitar que esse setor, essencial à expansão econômica, passe por um processo precoce de encolhimento. Os Novos Desafios identificados exigiam medidas corretas na área econômica. Seria preciso estabelecer uma política de Estado estrategicamente voltada a tal objetivo, por exemplo, adensando cadeias produtivas promissoras. 
 
 
Cidades
 
cidades2016Em 2016, ano de eleições municipais, o projeto Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento voltou-se à discussão sobre a qualidade de vida nas cidades e o desenvolvimento local. O objetivo era fazer um diagnóstico dos problemas comuns às médias e grandes cidades brasileiras pertinentes à engenharia e propor soluções factíveis. O documento, lançado em 29 de junho daquele ano, no Rio de Janeiro, foi produzido com a colaboração de especialistas e de profissionais de todo o País que participaram das discussões promovidas pela FNE. As propostas foram apresentadas aos candidatos a prefeito e à sociedade.

 

 

Retomada da engenharia nacional

Em meio à grave crise econômica que registrou desemprego de 13,1% no primeiro trimestre de 2018, o “Cresce Brasil” voltou-se à tarefa de indicar rumos a seguir para superar esse quadro de dificuldades.

Na edição cujo tema é a “Retomada da engenharia nacional”,  aponta a necessidade de mudar a política econômica e brecar o desmonte da capacidade tecnológica nacional para que seja possível haver recuperação e volta do crescimento, geração de emprego e distribuição de renda.


Engenharia de Manutenção
A mais recente etapa está sendo preparada a partir da realização pelo Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo (SEESP) do seminário “Pontes, viadutos, barragens e a conservação das cidades – Engenharia de manutenção para garantir segurança e qualidade de vida”.

A publicação, com a participação de especialistas, apontará as necessidades específicas nesses segmentos, mas principalmente como enfrentar a questão essencial do descaso com a inspeção e conservação das estruturas existentes no País. Para mudar esse quadro, a proposta é que as administrações nos níveis municipal, estadual e federal instituam um órgão com dotação orçamentária e corpo técnico qualificado para ser responsável por inspeção e conservação regulares.  

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